A Polícia Científica do Rio Grande do Norte celebrou, nesta sexta-feira (21), 117 anos de história, consolidando uma trajetória dedicada à produção da prova técnico-científica, à medicina legal e à identificação civil e criminal. Para marcar a data, o Governo do Estado promoveu celebração na sede da instituição, em Natal, com a presença da governadora Fátima Bezerra, do diretor-geral da Polícia Científica, Marcos Brandão, servidores, autoridades e convidados.
O evento reuniu a instituição em um momento de celebração e reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo de mais de um século, ao mesmo tempo em que destacou os avanços alcançados nos últimos anos e o processo de fortalecimento da perícia oficial no Rio Grande do Norte.
“Entendemos, no nosso governo, que não existe segurança pública forte sem profissionais valorizados e sem instituições estruturadas. Foi com essa compreensão que, desde o início da nossa gestão, assumimos o compromisso de fortalecer a segurança pública no Rio Grande do Norte. E a Polícia Científica ocupa um lugar muito importante nesse processo, pelos investimentos que temos realizado e pelos avanços conquistados nos últimos anos, tanto na valorização dos seus profissionais quanto no fortalecimento da estrutura da instituição”, destacou a governadora Fátima Bezerra.
Nos últimos anos, a instituição passou por uma das maiores transformações de sua história. Sob a atual gestão do Governo do Estado, uma série de investimentos em infraestrutura, pessoal, valorização profissional e modernização dos serviços públicos vem fortalecendo a atuação da Polícia Científica em todo o Rio Grande do Norte.
Um dos principais marcos desse processo foi a entrega da nova sede da Polícia Científica do RN, em Natal. Com mais de 5 mil metros quadrados de área construída, o complexo recebeu cerca de R$ 30 milhões em investimentos, em parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal, reunindo em um único espaço o Instituto de Criminalística, o Instituto de Medicina Legal e o Instituto de Identificação, além de laboratórios, setores administrativos e ambientes destinados ao atendimento da população.
A nova estrutura representa um salto nas condições de trabalho dos servidores e na capacidade de resposta da instituição. Os ambientes foram planejados para atender às especificidades das diferentes áreas periciais, proporcionando mais eficiência, segurança e qualidade à produção da prova técnico-científica, fundamental para as investigações criminais e para o sistema de Justiça.
Para o diretor-geral da Polícia Científica do RN, Marcos Brandão, os 117 anos também representam um momento de reconhecimento à trajetória construída pelos servidores e de consolidação de uma nova fase institucional. “Celebrar os 117 anos da Polícia Científica é motivo de muito orgulho para todos nós, especialmente quando olhamos para os avanços que conquistamos nos últimos anos. Vivemos um novo momento, com uma estrutura mais adequada, investimentos em tecnologia, valorização dos nossos servidores e fortalecimento dos serviços prestados à população. São conquistas construídas com muito trabalho e que mostram o quanto a instituição avançou, sem perder de vista o compromisso com a ciência, com a Justiça e com a sociedade potiguar”, afirmou Marcos Brandão.
Valorização dos servidores
Os avanços também alcançaram os profissionais responsáveis pela atividade pericial. Entre as medidas adotadas pela atual gestão está o fortalecimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, garantindo avanços na trajetória funcional e na valorização dos servidores que desempenham atividades de elevada especialização técnica.
Outra conquista foi a implantação do auxílio-fardamento no valor de R$ 1.500 por ano, destinado aos servidores da instituição e voltado à aquisição e manutenção dos uniformes utilizados no exercício das atividades profissionais.
O fortalecimento do quadro efetivo também ganhou impulso com a realização de concurso público com mais de 270 vagas, contemplando diferentes carreiras da Polícia Científica. A medida representa uma importante recomposição de pessoal e amplia a capacidade de atendimento e de resposta da instituição tanto na capital quanto nas unidades regionais.
Identificação civil mais perto da população
Além da perícia criminal e da medicina legal, a Polícia Científica desempenha papel fundamental na garantia do direito à identificação civil. Nesse campo, o Governo do Estado vem ampliando o acesso da população à Carteira de Identidade Nacional (CIN) por meio do projeto Identidade para Todos.
A iniciativa fortalece a descentralização dos serviços de identificação, por meio de parcerias que permitem levar o atendimento a diferentes municípios potiguares, inclusive localidades que não dispõem de estruturas permanentes para emissão do documento. A medida reduz deslocamentos, amplia o acesso à documentação básica e aproxima o serviço público da população.
Esse conjunto de ações permitiu ao Rio Grande do Norte alcançar importantes resultados na emissão da nova Carteira de Identidade Nacional, reforçando o papel da Polícia Científica não apenas na Segurança Pública e no sistema de Justiça, mas também na promoção da cidadania.
117 anos de ciência a serviço da sociedade
A celebração realizada nesta sexta-feira reforçou o momento de transformação vivido pela Polícia Científica do RN. Aos 117 anos, a instituição reúne uma trajetória centenária a um novo ciclo marcado por investimentos, modernização da infraestrutura, recomposição do quadro de servidores, valorização profissional e ampliação dos serviços prestados à população.
Da análise de vestígios em locais de crime aos exames de medicina legal, passando pela identificação humana e pela emissão da Carteira de Identidade Nacional, a Polícia Científica mantém a ciência como base de sua atuação e segue avançando para oferecer respostas cada vez mais qualificadas à Justiça, às forças de segurança e, principalmente, à sociedade potiguar.